Acidente Vascular Encefálico (AVE)

Acidente Vascular Encefálico (AVE) pode dar o direito às isenções de impostos na compra de veículos 0 km, devido à incapacidade de coordenação motora, formigamento, paralisia muscular e dificuldade nos movimentos.

 

Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado por um distúrbio neurológico focal, ou às vezes global, com duração superior a 24 horas e desenvolvimento rápido dos sintomas, sendo repentino e não convulsivo, determinado por lesão cerebral secundária ao mecanismo vascular.

Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma emergência médica.

Os problemas apresentados após o acidente incluem deficiência nas funções motoras, sensitivas, mentais, perceptivas e da linguagem, dependendo da localização da artéria acometida, da extensão da lesão e da disponibilidade de fluxo colateral. Os sintomas neurológicos podem refletir a localização e o tamanho do AVE, porém não os diferem claramente quanto a sua etiologia.

Diante da gravidade do AVC e sua incidência em território nacional, em 2012 o Ministério da Saúde, através da portaria nº 664 de 12 de abril de 2012, cria a Linha de Cuidados em AVC na Rede de Atenção às Urgências e Emergências. Esta portaria aprova Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Trombólise no Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo.

 

Diferença entre AVE Isquêmico e AVE Hemorrágico

A etiologia do AVE pode ser diferenciada entre AVE Isquêmico e Hemorrágico. Aqui vamos falar sobre cada um deles.

O AVE Isquêmico é caracterizado por um deficit neurológico focal, causado por uma obstrução da irrigação sanguínea em determinada área encefálica. Tal obstrução pode ser causada, na maioria das vezes por:

  • Coágulos;
  • Ateroscleroses;
  • Infarto Lacunar – deterioração de pequenas artérias;
  • Estenose vascular – causada por vasculite ou infecções.

 

O AVE hemorrágico caracteriza-se pelo rompimento de um vaso sanguíneo e extravasamento de sangue no parênquima cerebral. O extravasamento sanguíneo pode ser divido em:

  • Hemorragia Intracerebral
  • Hemorragia Subaracnoidea

É o tipo mais letal de AVE, sendo o mais perigoso e difícil de tratar, e também o que mais deixa sequelas nos pacientes.

As principais etiologias ou doenças de base que ocasionam AVE hemorrágico são:

  • Hipertensão Arterial Sistêmica
  • Angiopatias
  • Malformações Arteriovenosas (MAV)

 

Sinais e Sintomas do AVE

Os principais sinais e sintomas dependem do território vascular envolvido, localização e tamanho da lesão; no entanto, na maioria das vezes acontecem:

  • Cefaleia de início súbito, sobretudo se acompanhada de vômitos;
  • Fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo;
  • Hemiparesia, parestesia ou hemiplegia;
  • Disartria ou Dislalia;
  • Desvio de comissura labial;
  • Alterações da visão
  • Rigidez nucal.

Os ataques isquêmicos podem manifestar-se também com alterações na memória e na capacidade de planejar as atividades diárias, podendo, às vezes, passar despercebidos no início e intensificar-se ou evoluir para o AVE hemorrágico, daí a necessidade de estar alerta aos sinais e sintomas.

No AVE hemorrágico existem sintomas mais característicos como náuseas, vômitos, confusão mental e perda de consciência.

 

Fatores de Risco do AVE

Existe uma diferença entre os fatores de risco e os fatores etiológicos. Normalmente encontramos que os dois são intrínsecos;  é importante, porém, reconhecermos que os fatores de risco são aqueles que podem ser gerenciados pelo paciente através da mudança de hábitos, como etilismo, tabagismo, sedentarismo. Já os fatores etiológicos são aqueles que envolvem doenças de base ou doenças crônicas que, quando não tratadas ou estão em exacerbação dos seus sinais e sintomas, podem ocasionar o AVE. Assim, temos como fatores etiológicos a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), a Diabetes Mellitus e a Obesidade.

 

Diagnóstico e Tratamento do AVE

O diagnóstico é feito através de:
  • Avaliação física e neurológica;
  • Eletroencefalograma;
  • Exames laboratoriais – Hemograma, Glicose e outros;
  • Tomografia computadorizada de crânio;
  • Angiografia por TC de crânio.

O tratamento acontecerá de acordo com o tipo de AVE que acometeu o paciente; sendo assim, para o AVE Isquêmico o tratamento mais eficaz é a trombólise medicamentosa, através de tratamentos com rtPA, medicações como o Actilyse e o uso de estreptoquinase. Todos esses tratamentos têm a finalidade de dissolução trombótica.

Alguns cuidados são importantes para o paciente que está em tratamento do AVE Isquêmico como, por exemplo, monitorar os sinais vitais, principalmente a pressão arterial, administrar o tratamento trombolítico se a pressão arterial sistólica estiver menor do que 160mmHg. Alguns adjuvantes também podem auxiliar o tratamento, como antiplaquetários, anticoagulantes em via venosa e outras medicações que influenciam a fluidificação sanguínea.

Para o AVE Hemorrágico o tratamento é voltado ao controle dos principais problemas relacionados ao extravasamento sanguíneo. Assim, envolverá procedimentos cirúrgicos para clampeamento do vaso danificado ou remoção de coágulos do sangue extravasado no parênquima cerebral.

Outro problema é o aumento da Pressão Intracraniana (PIC). Com o derramamento sanguíneo, ela aumentará  e pode evoluir para uma herniação cerebral. O controle dessa complicação é feito com medicações diuréticas, como o diurético osmótico Manitol e a inserção do sistema de Derivação Ventricular Externa, usado para o controle da drenagem liquórica em casos de hipertensão intracraniana.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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