AMPUTAÇÃO OU AUSÊNCIA DE MEMBROS pode dar o direito às isenções de impostos na compra de veículos 0 km.

 

O que é a amputação?

A amputação é a remoção de uma extremidade do corpo. As causas mais comuns de amputação dos membros inferiores e superiores são de ordem vascular, por tumores e traumas decorrentes de acidentes em diversas situações.

Os procedimentos para amputação de membros inferiores ou superiores caracterizam-se como restauração de um órgão enfermo e não uma mutilação. Nessa conjuntura, é fundamental um trabalho integrado dos diversos tipos de profissionais envolvidos na reabilitação do paciente, para estimular e valorizar a capacidade residual da pessoa atingida e assim buscar uma recuperação total.

No diagnóstico médico a amputação é considerada como um diagnóstico secundário, pois a enfermidade ou trauma recebe o rótulo de diagnóstico primário. E, posteriormente, se surgirem complicações, quanto mais cedo forem identificadas as causas, mais rápido poderá ser o controle e cura, possibilitando um melhor desempenho do paciente na fase da reabilitação.

 

Causas de amputações

Entre as causas mais comuns de amputação de órgãos inferiores e superiores encontramos: vasculopatias periféricas, traumáticas, tumorais, infecciosas, congênitas e iatrogênicas. Destaca-se dentre elas, a vasculopatia periférica, que acomete em maior número de pessoas acima de 50 anos, sendo os membros inferiores (dedos, pés e pernas) os mais comprometidos. As causas mais comuns nas amputações provocadas por eventos vasculares são a diabetes e o tabagismo.

Já as causas traumáticas atingem também um número expressivo da população por acidentes de trânsito, de trabalho ou, em número menor, em razão de outra etiologia. Dentre os citados, os acidentes de trabalho tendem a culminar em amputações dos membros superiores (dedos, mão e braço).

Os tumores ósseos malignos, como osteossarcoma, também são responsáveis por amputação, especialmente de partes dos membros inferiores.

 

Principais complicações nas amputações

Entre as principais causas de complicações no coto estão deiscência de suturas, edemas, dor fantasma, ulceração do coto, inflamações, infecções, retração da cicatriz, neuromas e espículas ósseas. Esses problemas costumam afetar o coto entre a segunda e terceira semana após o ato cirúrgico.

Os problemas decorrentes de causas como neuromas, contraturas musculares e hipotrofias, entre outras, acontecem mais tardiamente, embora a dor possa aparecer em qualquer época, apresentando características das mais diversas.

Um aspecto comum nos portadores de amputação é o chamado fenômeno “fantasma”, doloroso ou não, normal e ou deformado, que estará presente em 95% dos pacientes. Até a terceira semana após a cirurgia, aproximadamente, a maioria manifesta a percepção “fantasma” de um membro normal e indolor. No entanto, alguns já se referem ao membro como deformado a partir da primeira semana. Para aqueles pacientes do primeiro grupo citado, passada as duas ou três semanas da cirurgia, o membro amputado dá a impressão de estar contorcido e desproporcional e não deveria apresentar dor.

A percepção, por parte do paciente, de um membro fantasma doloroso pode manifestar-se em membro fantasma normal ou deformado. Essa dor pode ser de leve a moderada, tolerável, respondendo de forma satisfatória à terapêutica física ou medicamentosa. Sua duração pode ocorrer durante semanas ou anos.

A dor fantasma (percepção de sensações geralmente dolorosas em partes do membro que foram retiradas na cirurgia) é sempre grave e intensa, às vezes resiste a diversas formas de tratamento e consegue até impedir o programa de reabilitação. O surgimento pode se dar precoce ou tardiamente à amputação,  com duração imprevisível.

Já a dor no coto tem localização específica, apresentando características de desprazer leve, moderado ou intenso, como consequência de diversos tipos de complicações.

Outras complicações, especialmente nos membros inferiores, são os neuromas de amputação ou terminações de nervos no coto, que formam um pequeno tumor neural, que dá dor ou sensação de choque ao toque.

 

Reabilitação do paciente

O tratamento global e integrado do paciente determinará o êxito de todo o trabalho reabilitacional programado. O objetivo final é capacitar o paciente ao maior aproveitamento de suas potencialidades, de forma que ele possa ser independente nas atividades diárias. Para isso, inclui-se o tratamento do coto (sem dor), com boa força muscular, sem edema e, portanto, apto para receber o soquete protético. Para o bom planejamento, o tratamento fisiátrico deve conter aspectos farmacológicos, físicos na fase pré, durante e após a colocação da prótese, psicossocial e profissional; fundamentais para o desempenho satisfatório do programa.

A avaliação fisiátrica compreende a reabilitação e a protetização; sendo a reabilitação um procedimento terapêutico global, que transcende os aspectos físicos, enquanto a protetização é a utilização de recursos técnicos especiais que visam a substituição parcial de um membro. Portanto, a reabilitação pode ser considerada mais completa se for seguida da colocação de uma prótese.

 

Próteses

São mais comuns as próteses em pacientes com membros inferiores amputados. Inicialmente o paciente utiliza uma prótese chamada de pilão, com gesso, com a finalidade de adequar o coto à utilização desse recurso, tornando-o mais fino, rígido e indolor para que possa ocorrer um bom ajuste da prótese com o corpo. Além disso, o paciente deve fazer um tratamento com um fisioterapeuta para reeducação da marcha (uma nova forma de andar) e apreender a usar a prótese ao caminhar. Nessa fase, é fundamental a participação do amputado pois, se ele não aderir ao programa não conseguirá caminhar.

Durante muito tempo a preocupação principal no desenvolvimento das próteses era a semelhança estética com o membro perdido. Devido à vergonha sentida pelo amputado, a funcionalidade da prótese acabou sendo deixada de lado. Porém, após o desenvolvimento de próteses mecânicas, esses itens passaram a ser mais funcionais e permitiram que o paciente realizasse atividades mais complexas e abrindo possibilidades, como a prática esportiva.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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